Quinta-feira, Agosto 05, 2010

Amores, Correspondidos e Não Correspondidos. - Republicação

Alguém já disse que o amor é brega, bem é essa característica que faz com que ele seja tão procurado, cantado, escrito e maldito. É impossível escolher quem a gente ama, amamos pessoas que não nos amam, que não sabem da nossa existência, que tem mais defeitos que qualidades, que parecem ser boas demais para serem reais, que nos amam, enfim amamos de diversas formas e expressamos esse amor de formas ainda mais variadas.

Você pode demonstrar o seu amor por alguém com palavras cochichadas no ouvido, com músicas, poemas, com bandas ou fanfarras invadindo casas ou escritórios, você pode mandar um bilhetinho, uma carta, um e-mail, pendurar uma faixa na rua, pichar um muro, pagar uma mensagem escrita com fumaças no céu, não interessa a forma para quem não está vivendo aquele clima tudo isso é brega, menos para quem mais interessa: você e quem te ama.

Você pode amar alguém sem ter coragem de falar isso pra ela, por pura timidez ou medo, você pode amar a curta ou longa distância, não importa, desde que você ame, certo? Errado, por favor, não deixe a oportunidade passar, diga, para quem causa aquela alegria sem fim toda vez que você pensa nela, com todas as letras: “EU TE AMO, não consigo mais imaginar minha vida sem você, hoje tudo que posso lhe oferecer sou eu, pois tudo de que sou dono é deste corpo, meu coração e alma já são e serão seus a muitos séculos”.

Tudo bem, você pode receber um tapa, uma risada, indiferença, afinal ninguém ama da mesma maneira e nem sempre os amores são correspondidos, você vai se amaldiçoar por horas sem fim, vai xingar esse texto, mas tenha em mente uma coisa, você conseguiu, teve coragem de abrir o seu peito, de provar que o amor existe, de se mostrar humano e hoje em dia os humanos e o amor fazem falta no mundo.

Veja o outro lado também, a pessoa pra quem você disse tudo isso, pode olhar nos seus olhos, sorrir e dizer que estava esperando quando você tomaria coragem de falar, que ele ou ela também tinha dúvidas e medos de que talvez não fosse correspondido(a), ela pode pegar as suas mãos, molhadas de nervoso, e entrelaçar com as dela, pode te abraçar, te beijar e dizer eu também te amo.

Quarta-feira, Agosto 04, 2010

Uma cidade com pressa - Republicação

Eu moro em São Paulo desde que nasci, nisso se vão 28 anos e pra ser sincero eu odeio essa cidade, cada vez mais, a cada dia que passa, não adianta me dizer que é uma cidade rica, cheia de cinemas, parques, teatro, estádios de futebol e etc.

O cinema é caro, o teatro mais ainda, os parques não me interessam mesmo e os estádios de futebol menos ainda, o trânsito nessa cidade é insuportável você não pode sair em horário nenhum que após andar meio minuto já ta parado, outra se três pessoas cuspirem ao mesmo tempo na rua causa uma enchente de tamanho desproporcional e um caos absurdo.

Todo mundo nessa cidade tem pressa, tem pressa pra dormir, pra acordar, pressa pra ir trabalhar, pressa pra chegar, pra sair, pressa pra se divertir, aqui as pessoas tem pressa pra trepar, pra gozar, pra amar, pra comer, essa maldita cidade tem pressa até pra ter pressa, você não consegue ficar 15 segundos parado sem que alguém te apresse, buzine, mande sair da frente ou pergunte porque você ta ali sem fazer nada, que não pode parar e ficar olhando a paisagem pela janela do escritório.

O paulistano é gentil, aceita todas as nacionalidades e naturalidades, desde que eles não atrapalhem o seu dia-a-dia, as pessoas tem que se encaixar no ritmo da cidade, se não conseguir andar sempre a 100/hora é melhor ir embora, não adianta argumentar que está a 99,8/hora, tem que ser de cem pra cima de preferência.

A cidade é enorme consegue agrupar no mesmo bairro as maiores diferenças sociais e culturais, só que essa pressa toda faz com que cada um esteja preocupado com sua própria vida, ninguém quer saber se o vizinho é isso ou aquilo, se ele é um músico ou um doceiro de mão cheia, quer sim que ele não se meta na sua vida, que não incomode os seus hábitos e que de forma alguma atrapalhe o seu ir e vir com pressa.

Quem mora aqui tem tanta pressa que não pensa no que faz durante as eleições e depois cobra ainda mais rápido, soluções para um dia-a-dia de problemas que se arrastam por décadas, elegem um vereador que nunca morou aqui a não ser nos dois últimos anos antes da eleição pelo simples fato de ele ter sido um cantor famoso e pela sua fama de polêmico, elegem um campeão olímpico que viveu toda sua vida em Santos e não vou discutir se eles se saíram bem ou não, mas sim que logo depois disso o povo da cidade reclama que os vereadores não conhecem a cidade e como ela funciona, não conhecem sua alma.

Muita gente vem pra cá atrás dos seus sonhos de riqueza e melhora de vida, a maioria iludida por uma imagem antiga de que na cidade que não pára tudo vai ser melhor e quando aqui chegam são obrigados a encarar uma realidade cada vez mais dura e cruel; São Paulo pára, não de se movimentar, correr e trabalhar, mas parou de crescer, de se preocupar com o bem-estar de quem aqui mora, parou também de ter uma alma, para ter uma CPU, um HD, São Paulo parou de ser humana para ser uma máquina e é por isso que eu a odeio cada dia um pouco mais, afinal ninguém quer se relacionar com uma máquina fria, mas sim com um ser de alma e calor.

Pode ser que eu esteja muito mau-humorado, que esteja virando um jovem velho ranzinza, pode ser, mas hoje eu queria simplesmente poder parar, sentar na sorveteria e ver o dia correr devagar sem pressa, sem culpa e sem tristeza.

Terça-feira, Agosto 03, 2010

Um pacote de jujubas - republicação

Quando inventaram de cada um de nós escrever para esse blog, eu fui contra, falei que não tinha nada para escrever, que queria ficar quieto no meu cantinho, assistindo minha tevê, balançando na minha rede, tomando minha groselha sossegado, mas não, ficaram insistindo dizendo que eu não podia fugir, então muito a contra-gosto aceitei, só que não tinha idéia do que escrever, porém ontem achei que seria de bom tom contar como conheci a pessoa que me deixa feliz desde o dia que nos encontramos.

Esse encontro aconteceu há uns 30 nos ou mais, eu tinha acabado de me mudar para um apartamento, pela primeira vez ia morar sozinho, na verdade já estava morando sozinho à 15 dias e já tinha feito todas aquelas coisas que eram impossíveis numa casa com muita gente, tinha pedido pizza a semana toda, visto filme na sala até de madrugada, saído do banho pelado e molhando tudo pq esqueci a toalha, mas aquela era minha primeira compra do mês eu não tinha nada mais na geladeira a não ser uma soda 2 litros e 1/3 de pizza baiana de dois dias atrás.

Resolvi então ir ao supermercado e comprar algo mais além de refrigerante, quando cheguei no caixa meu carrinho parecia compra de festa infantil, chocolates, danones, dezenas de pacotes de bolachas recheadas, sucos, groselha, refrigerantes, 4 latas de sorvete, um pacote de arroz, 4 pacotes de macarrão, um queijo provolone, um pacote de pão de forma e um saco de um quilo de jujubas, aliás jujubas são aquelas balinhas coloridas, com formato que lembram feijões e não aquela com açúcar cristal em cima, isso são balas de goma, bem voltando as compra comecei a retirar as coisas do carrinho e fui colocando na esteira, as jujubas iriam por último porque eu ia comer algumas já ali saindo do supermercado, pois qual não é minha surpresa quando vou pegar o pacote e ele simplesmente sumiu.

Não acredito que perdi um pacote daquele tamanho de jujubas, será que eu peguei mesmo, ou só imaginei, não, peguei o pacote sim, me lembro que pensei em comer algumas com o sorvete. - Era o que eu pensava, enquanto olhava para o fundo vazio do carrinho, quando levantei os olhos reparei no pacote sendo seguro por uma mão e pra meu espanto uma outra mão se afundava dentro dele.

- Ei, essas jujubas são minhas!

- Hã, como? Não, são minhas. - Foi o que me respondeu uma garota morena, de olhar tranquilo e a boca cheia das minhas jujubas.

- Como suas, você pegou elas do meu carrinho.

- Peguei nada, você tá louco, acha que eu vou roubar jujubas, essas são minhas, acabei de comprar e tirei do meu carrinho enquanto esperava você terminar de passar as suas compras.

-Tirou do seu carrinho?E qual é o seu?. - Eu já estava perdendo a paciência, onde já se viu me chamar de louco e ainda roubar minhas jujubas, se não fosse mulher já tinha lhe dado um tapa no pé do ouvido.

- É esse aqui. - Disse apontando pra um carrinho com poucas compras praticamente colado no meu.

- Tem certeza?

- Claro que tenho. - Já começava a formar uma pequena multidão para acompanhar aquela briga e tudo por um saco de jujubas, foi quando vi uma coisa colorida no carrinho da garota.

- Bem, se você tem certeza, acho que aquele pacote de jujubas logo embaixo desse de absorventes é meu então? - E apontei para o pacote que repousava tranquilo no fundo do carrinho dela. Foi o suficiente para aquela moça tão branquinha, ficar mais vermelha que um tomate, rapidamente ela pegou o pacote fechado e me entregou pedindo mil desculpas, e enquanto ela falava ia ficando mais vermelha e segurando aquele pacote cheio de jujubas vermelhas perto do rosto, não resisti e comecei a rir, dizendo que não tinha problema nenhum e ela acabou relaxando e rindo junto.

Acabamos conversando um pouco enquanto ela terminava de passar suas compras e a convidei para tomar um suco nas lanchonetes que tinha ali dentro do supermercado mesmo, ficamos ali batendo papo por muito tempo, descobrimos que tinhamos muitas coisas em comum, ambos estavam morando sozinhos pela primeira vez, gostavamos de desenhos antigos, de comer sorvete direto do pote e de jujubas é claro, marcamos algumas idas ao cinema e seis ou sete meses depois descobrimos que morar sozinho era chato e juntamos os nossos dois baleiros sob o mesmo teto.

Até hoje, quando um de nós está bravo por algum motivo o outro aparece com um pacote de jujubas e põe perto do rosto é a senha para que comecemos a rir e deixemos os problemas para outra hora.

(Sêo Vellozo, hoje é um Vô amoroso, que passa o seu tempo entre jogos de malha e assistir desenhos com os netos, e que de madrugada assite filmes acompanhado de sua esposa e de um pacote de jujubas, estas proibidas pelo médico e pelos filhos por causa da diabetes)

Segunda-feira, Agosto 02, 2010

Desculpas Sinceras - republicação

Pôxa, fiquei um tempão esperando atrás da cortina pra te dar um susto e você não chegou antes de eu ir pra cama, queria falar com você, dizer que sinto muito, a mãe disse que não, mas eu acho que você ainda tá bravo porque eu briguei e disse que queria que você morresse, mas não foi sério, eu juro, poxa, mas você tinha que brigar só porque eu não fiz a lição toda, eu odeio fazer lição de casa, quero ficar vendo desenho, aquilo é muito chato, eu já sei tudo aquilo pra que ficar repetindo.

Também não precisava me deixar aquie e não me levar junto pra ver o jogo de futebol de salão do Benfica, o senhor sabe que eu me atrapalho com essa história de calça jeans, briga com a mãe que me faz sair vestido de homenzinho, por mim ficava de bermuda ou calça de moletom, não deu tempo de chegar no banheiro, acabei fazendo xixi nas calças, mas precisava me dar bronca na frente dos outros.

Então, me desculpa vai, eu prometo me comportar, amanhã quando o senhor chegar do trabalho, eu vou estar com a lição feita e vou ficar atrás da cortina pra dar um susto como todo dia, vê se chega cedo e se for trazer chocolate eu quero um toblerone como sempre, esse diplomata que você come não é bom.

Pai, não esquece do meu gibi do homem-aranha e de que eu amo o senhor, mesmo sendo o rebelde sem causa que minhas primas falam.

Beijos do seu filho,

Gui.

(Gui, gosta de desenhos, gibis e toblerone, também sabia que seu pai não se assustava com o "buuu" vindo detrás da cortina da sala, mas gostaria de poder ter feito por mais tempo.)

Sexta-feira, Julho 30, 2010

Vida em fúria - Republicação

"Sinceridade demais às vezes é um defeito, sabia?" - Foi com essa frase, que uma vez fui brindado por uma amiga quando me pediu uma opinião, desculpa, mas as pessoas não vivem reclamando que ninguém é honesto e sincero nas suas relações, aí quando você é diz tudo na lata, te dizem que sinceridade demais faz mal, vai entender a cabeça desse povo louco.

- Mas é o jeito que você diz as coisas.

O jeito que eu digo as coisas é que é o problema então, porquê? Porque eu sou, como se diz por aí, curto e grosso, vou direto ao ponto, então sinto muito, mas não vou mudar, se não quer ouvir do meu jeito, não me pergunta nada que você não se choca ou chateia com a resposta e me poupa de conversas cretinas. eu sou assim desde que nasci, minhas primas me chamava de rebelde sem causa e colocavam o LP do Ultraje a Rigor pra tocar nessa música, sempre que eu estava por perto, a verdade é que eu era o mais novo, não gosto que mandem em mim, sou mal-humorado de nascimento e respondia tudo na lata, a verdade é que não faço questão de ser polido, ou como diz minha mãe, não sei ser político.

Mesmo no trabalho tenho fama de ruim, descobri a pouco tempo que muitas pessoas tem medo de mim lá, só porque passo a maior parte do tempo calado fazendo meu serviço, porque não bato papo pelos corredores e sempre estou com cara séria, desculpa, mas se fosse pra fazer os outros rirem eu trabalhava de palhaço no circo, o fato de eu não ter o mínimo de paciência para ensinar os outros contribui muito nisso, eu não aguento pergunta estúpida, sempre acabo respondendo com uma patada ou tomo da mão da outra pessoa e faço eu mesmo.

É da minha natureza ser impaciente, especialmente quando escuto alguém reclamando que não conseguiu fazer algo porque não entendeu, ou porque não teve ajuda de fulano ou beltrano, não entendeu? pergunta, se vira pra aprender, tenta e erra, e outra não espere os outros pra resolver seus problemas, pense, ponha as células cinzentas pra funcionar, fui criado assim, se eu tenho um problema vou lá e resolvo, não espere que eu vá dividi-lo com você, seja você quem for, parente, amigo, namorada, eu não encho os outros com meus problemas, as pessoas já tem suas próprias mazelas para resolver, esse meu jeito me custou um relacionamento, mas não vou mudar, não consigo.

Outro dia assisti a derrota do São Paulo para o Chivas e depois ouvi o técnico dizendo que fez tudo que podia para ganhar o jogo, fez tudo o escambau, às vezes as pessoas esquecem que a palavra tudo é muito grande, ele pode ter feito o possível dentro da legalidade das regras e da convivência pacífica, mas não fez tudo para ganhar, pois existia uma solução extrema que ninguém em sã consciência pensaria, a não ser uma pessoa que não aceita perder nem disputa de cuspe a distância, como eu sou, era só mandar um jogador acertar o goleiro do time mexicano de forma que ele deixasse o gramado, o time deles estava com um a menos e já tinha feito as 3 substituições, ou seja faltando 20 minutos pro fim do jogo eles teriam alguém que nunca jogou no gol e continuariam com um a menos na linha, para vencer bastaria ao São Paulo arriscar chutes de média e longa distância em um goleiro improvisado, isso sim, é fazer tudo pra vencer, é amoral, politicamente incorreto, antidesportivo, uma vilania concordo, mas é realmente fazer tudo.

(Rodrigo, afastou-se das competições espotivas para o seu próprio bem e dos demais, continua mal-humorado, com a idade aprendeu que é melhor rir do que rosnar, mas continua respondendo tudo com sinceridade dolorosa.)

Quinta-feira, Julho 29, 2010

No Escritório - Republicação

Meu nome é Gabriel e conheci Daniela no trabalho, aconteceu meio sem querer, tinha acabado de chegar na firma e me colocaram pra trabalhar na mesma sala que ela estava, só que para nós dois havia apenas uma mesa minúscula e duas cadeiras, quando os dois precisavam usar a mesa era impossível não esbarrar um no outro, nossos corpos ficavam a menos de 3 centímetros de distância e ela era uma moça linda de cabelos negros, pele tão branca quanto a neve, inteligente, divertida, ela fazia o tipo falsa magra, aquela mulher que em um primeiro olhar te parece magra demais, o que lhe rendeu o apelido de Magrela por minha parte, mas que na verdade tinha um corpo perfeito.

Por causa dessa proximidade física e também do fato que passavamos a maior parte do dia juntos em uma sala pequena, fez com que nos tornassemos bons amigos, ela tinha 22 anos e eu 19, ela estudava fisioterapia e sempre que podia eu dava uma ajuda, pois gostava da parte de biologia, era também o meu ombro que servia de amparo e eram os meus conselhos que ela escutava, em especial sobre o namoro que não ia bem, e sempre brincava que ela deveria largar o namorado e fugir comigo, só que com o tempo fui percebendo que estava apaixonado por ela, mas não tinha coragem de falar nada, pois não pretendia perder a amizade.

Depois de alguns meses trabalhando juntos, eu estava cada vez mais apaixonado, mas ela se comportava apenas como minha amiga, foi quando, um dia em que estavamos sozinhos dentro do elevador, ela me beijou um beijo gostoso, forte, daquele dia em diante todos os dias nos beijavamso no elevador e perdíamos metrô atrás de metrô, porque ficavamos em amassos longos e quentes.

Aliás, esses amassos foram aumentando de proporção e perigo, um dia ela me pergunta qual minha cor preferida, respondida que é azul ela apenas sorri, no outro dia já no fim do expediente ela pede ajuda para arrumar uns papéis na sala de reunião, quando entro ela fecha a porta, desabotoa a blusa e mostra sua lingerie:

- Hoje vim de azul, gostou?

Foi mais de um ano de relacionamento se restringindo a beijos, amasssos no elevador, na ante sala do chefe antes do expediente, no metrô, mas durante todo esse tempo ela não desmanchava do namorado, que além de tudo era um preguiçoso que dormia até às 15 horas e nem trabalhava. Um dia, cheio daquela situação perguntei seriamente:

- Porque você não larga ele e namora comigo? - A resposta me assombra até hoje:

- Porque você é bonzinho demais.

Dois meses depois ela foi embora, apenas me dando um tchau, nunca mais a vi, alguns anos atrás soube, através de uma amiga nossa, que tinha ido trabalhar em Campinas em uma clínica de fisioterapia, há pouco tempo tive a impressão de vê-la descendo de uma lotação vinda de Campinas na estação Tietê de Metrô, mas quando olhei de novo, a pessoa não estava lá.

Depois disso, tive alguns relacionamentos, fui chamado de alienado, egoísta, mas nunca mais ninguém me chamou de bonzinho demais e até hoje não sei se isso foi um elogio ou não.

(Gabriel, VIVE ATRASADO, mas continua sendo bonzinho, suas conquistas nunca vão pra frente e acabam sempre virando suas melhores amigas ou suas "irmãs" como elas dizem. Acho também, que ele continua apaixonado por Daniela)

Quarta-feira, Julho 28, 2010

Que tal um pastel? - Republicação

Era mais uma noite comum na faculdade, como sempre eu dormia em duas carteiras do fundo quando o professor entrou, 15 minutos de aula já se passavam quando minha amiga me cutucou, abri os olhos e vendo o professor em sala me ajeitei na carteira, foi quando a porta abriu e começaram a entrar alguns alunos novos, entre eles uma garota de longos cabelos castanhos, boca desenhada, lábios carnudos e molhados, peitos duros e firmes por trás de uma camiseta branca, complementando o traje uma calça cintura baixa que chamava a atenção para uma bunda linda, redonda daquelas que dá vontade de apertar o dia inteiro, pensei: "xii, lá vem encrenca".

Ela se sentou na minha frente, seus cabelos bateram no meu rosto e um cheiro gostoso de shampoo invadiu minhas narinas, aumentando minha vontade de mergulhar naqules fios e ficar ali dormindo e sonhando naquele aroma e na maciez daquela cabeleira, minha amiga tentou puxar assunto com a garota, mas como se fosse uma deusa ou princesinha, ela não deu a mínima atenção aos rele mortais, isso deixou Sabrina irada, ela olhava pra mim e dizia que ia esganar aquela putinha esnobe, falei pra ela se acalmar e deixar a aula acabar que resolveríamos.

Quando chegou o intervalo, Sabrina não se aguentava de raiva e antes que ela voasse no pescoço da novata segurei seu braço e fiz um sinal para que ficasse olhando, me aproximei por trás da garota e sussurrando em seu ouvido cumprimentei-a:

- Oi, como você se chama?

- Mariana. - Respondeu secamente a garota.

- Prazer, meu nome é Diego e esta é a Sabrina.

- Oi. - Foi o máximo que ela disse, sem nem virar a cabeça, olhei pra Sabrina e pisquei, ela sorriu, sabia que eu ia aprontar alguma.

- Bem nós já vamos indo, só uma coisa Mariana, você é metida assim sempre ou te meteram mal antes da aula? - Terminei a frase e fui embora sem esperar resposta, Sabrina gargalhava do meu lado:

- Você é louco, como diz isso em voz alta na fila da lanchonete, foi ótimo. hahahahahahahaha

- Melhor que esganar ela não?

- Muito melhor.

De volta a sala não conseguíamos parar de rir, nem quando o alvo da piada entrou e sentou a nossa frente, ela simplesmente não olhou pra trás uma vez sequer, no final da aula Sabrina se despediu com pressa, pois ainda ia encontrar a seu noivo, um velho amigo meu, eu como de costume me dirigi a banca de pastel para uma janta antes de voltar pra casa, enquanto esperava meu pastel de camarão com catupiry ficar pronto, senti uma mão pousar no meu ombro, era Mariana, imediatamente pensei lá vem barraco, não podia estar mais certo:

- Quem você pensa que é pra falar aquilo pra mim? Você tá pensando o quê? Que eu sou alguma das suas amigas ou da sua família? Eu vou na coordenadoria te denunciar, você tá fudido. - Enquanto ela gritava essas coisas e mais um monte de bobajada sobre respeito ao próximo, educação vem de casa e etc, eu ficava olhando aqueles pares de peitos lindos, rijos, pulsando sob a camiseta conforme a respiração dela acelerava, a boca cada vez mais molhada, os dentes brancos, a língua pareciam me hipnotizar, foi quando no impulso passei a mão em sua bunda, trazendo seu corpo junto ao meu e beijei aquela boca, fazendo com que nossas línguas travassem uma verdadeira guerra de saliva, terminado o beijo peguei meu pastel, entreguei pra ela e falei:

- Come o pastel que teu mau é fome e falta de homem, te vejo amanhã.

No outro dia quando cheguei na faculdade Mariana já estava lá, quando desci do carro ela veio andando em minha direção, pensei já vem bronca de novo, mas não, ela parou na minha frente e me convidou para um pastel, eu sorri e respondi que tinha uma sugestão melhor, peguei sua mão e a levei até um motel que tinha próximo, pegamos um quarto, antes mesmo de entrar já nos beijavamos e eu já tinha desabotoado seu sutiã e passava minha língua pelos seus peitos macios, a despi por completo, beijava sua boca, o pescoço, sugava aqueles peitos duros e gostosos, deslizei minha lingua por sua barriga, beijei suas coxas e sempre que me aproximava de seu sexo parava com um sorriso no canto da boca e recomeçava tudo desde o começo, fiz isso umas três ou quatro vezes até perceber que Mariana não aguentava mais de expectativa, então depois de beijar suas coxar, passeia a beijar sua vagina, a sugar seu clitóris, fiquei lá até que ela gozasse uma, duas três vezes, quando finalmente parei ela sorria e eu estava exausto, tomamos uma ducha e voltamos a tempo de pegar a ultima aula.

Quando entramos na sala, fui para meu lugar perto de Sabrina, ela me olhou, olhou para os cabelos de Mariana ainda úmidos e ficou rindo, e dizendo:

- Seu safado, filho da puta, não acredito nisso, como você vai pra cama com ela, aliás como é que ela foi pra cama com você depois do que você disse.

- Ora Sabrina, do mesmo jeito que nós fomos parar na cama durante o final de semana passado, vocês são irresistíveis, só isso.

Mariana e eu repetimos aqueles encontros durante todo o semestre, depois ela começou a namorar um rapaz da Educação Física, trocou de faculdade e perdemos o contato direto, hoje ela está casada, mas me liga quando bate uma saudade ou quando o marido a chateia, aí saímos para comer pastel e desfrutar de uma tarde no motel.

Bem agora me desculpem, mas tenho um encontro e preciso sair, vou comer pastel com Sabrina, afinal ainda somos bons amigos.

Até mais,

Diego.



(Diego, é descendente de espanhóis, gosta de sexo, pastel e cheiro de cabelo feminino recém lavado, acredita que toda mulher deve ser cantada, elogiada e levada ao prazer e ao orgasmo todos os dias de sua vida, mesmo que sua escolha seja sempre a mesma mulher.)